Livros

Democratizando suas ações e visando um alcance maior de suas obras, o projeto Sons da Bahia prevê, além da publicação e distribuição gratuita dos livros que compõe a série, download de suas versões digitais, autorizadas pelos autores. Após o lançamento dos livros, as versões digitais em pdf são disponibilizadas para download gratuito no site oficial do Projeto.

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CHEGOU A HORA DESSA GENTE BRONZEADA MOSTRAR SEU VALOR 

Sueli Borges

No esforço da sua construção, o Brasil viveu entre as décadas de 1930 a 1950, momentos importantes de sua história. A afirmação de sua identidade ganhou relevo com a ideologia nacionalista do Estado Novo. A arte jogou papel fundamental nesse processo e a música foi o mais eficaz veículo de massificação e entretenimento do período. Nela, brilhou o nome do compositor baiano Assis Valente, tão criativo quanto atormentado. Este livro analisa a vida e a obra do artista e esquadrinha sua biografia articulando o homem e seu tempo, a música e a cultura da época, as letras de Assis Valente e a realidade brasileira. Aqui, os admiradores e os interessados na área, encontrarão uma aula de brasilidade, de como os que nos antecederam se esforçaram para construir a nossa identidade nacional em meio a uma sociedade marcada pela herança escravocrata, racista e centralizadora. E como a música suavizou tudo isso, apontando sempre para nossa diversidade cultural, apesar da tragédia que marcou a vida do compositor.

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GUERREIR@S DO TERCEIRO MUNDO 

Fabricio Mota

Música e movimentos sociais formam neste livro um duo cuja análise permite compreender a ação dos grupos humanos e suas estratégias de mobilização e intervenção na vida pública. O autor discute a mobilização dos negros na Bahia depois da fase de reafricanização do carnaval (1970), para demonstrar como o reggae foi decisivo na luta pela afirmação dos descendentes de africanos no país. Centrado no período de irrupção do reggae (1980 a 1990), parte do suposto de que o gênero musical amparou os sentidos de pertencimento do negro, fornecendo para a juventude inspiração e estímulo no combate à discriminação. Aqui, o leitor encontrará elementos importantes para compreender as relações étnicas e raciais em nosso país e como a arte, em geral, e a música, em particular, guardam íntimas relações com a dinâmica da realidade. Refletindo. Reinventando. Cantores, compositores e bandas, que integram o material empírico do texto, nos revelam como o estilo estético do reggae criou na Bahia novos referenciais identitários e enriqueceu sobremaneira a nossa história musical.

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O REGGAE DE CACHOEIRA

Bárbara Falcón

Os “Rastas de Cristo” irrompem da pesquisa deste livro em carne e osso. São jovens do Recôncavo baiano em busca de espaço no ambiente musical, instaurando pioneiramente entre nós um núcleo ativo de reggae numa região de grande concentração afro-brasileira. Músicas, depoimentos, capas de discos e espetáculos são lidos criticamente para demonstrar a força da música negra em sua perambulação pelo Atlântico. E o seu papel na construção de nova identidade da juventude a partir do referencial do reggae. Rastafarianismo e neo-pentecostalismo se cruzam com o patrimônio simbólico pré-existente gerando bandas e compositores afinados com as origens do estilo jamaicano. Desse encontro, no porto da cidade de Cachoeira, resulta nova vertente do gênero musical de fama internacional, aqui devidamente recriado. Música, religião, etnicidade e política são os ingredientes do reggae dos “Rastas de Cristos”, muito ouvidos, pouco entendidos e aqui etnograficamente estudados e expostos na sua inteireza.

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CANTADOR DE CHULA 

Katharina Döring

A pesquisa e a análise levadas à cabo neste livro o colocam, de saída, como um clássico sobre as  expressões culturais do Recôncavo baiano.  Katharina Döring dá aqui uma aula  magistral sobre o samba-de-roda e, em especial, sobre o  samba chula, o blues da nossa  área canavieira. Retomando estudos pioneiros e explorando farta bibliografia, combina erudição com pesquisa etnográfica e explora com maestria o universo sonoro  dos cantadores, músicos, sambadores e sambadeiras da Bahia mergulhando com competência e lucidez nas tradições cênico-poético-musicais afro-brasileiras. Tudo isso, amparada numa consistente base teórica e no que há de mais moderno na metodologia das ciências sociais. Por tais razões, este “Cantador de Chula – O Samba Antigo do Recôncavo Baiano” marca um momento luminoso nas reflexões sobre o tema. Vai, com certeza,  chamar a atenção de quantos se interessam pela música, religiosidade e cultura baiana e está destinado a ser leitura obrigatória de todos os que seriamente buscam entender as manifestações culturais do que se convencionou chamar de povo de santo.

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DOCES E BÁRBAROS 

Carlos Barros

CAPAS SONS DA BAHIA 3 CORRIGIDO.cdr

Usando a música popular como referência, o cantor e mestre em Ciências Sociais Carlos Barros analisa as configurações e reconfigurações da identidade cultural dos baianos, centrando sua análise na trajetória de quatro importantes artistas contemporâneos: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa. A presença deles na renovação da Música Popular Brasileira e a grande influência que exercem nos meios de comunicação de massa, justificam plenamente a escolha do autor. Carlos Barros foca sua leitura crítica num momento de convergência da vida artística dos quatro, quando resolvem montar o show Os Doces Bárbaros, considerado aqui como objeto de investigação e acontecimento marcante no que se refere a novos entendimentos e interpretações da sempre enigmática identidade cultural baiana. Síntese da tradição e modernidade, o espetáculo reacende a centelha criativa e inovadora do grupo baiano na cultura brasileira, devidamente fixado com o anterior movimento Tropicalista. Depois de Os Doces Bárbaros os baianos nunca mais foram os mesmos. Esse livro tenta explicar porque.

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OS BELOS, O TRÂNSITOS E A FRONTEIRA  

Carlos Ailton da Conceição Silva

Com base em ampla informação histórico-antropológica, Carlos Ailton da Conceição Silva reconstitui neste livro o contexto que deu origem ao bloco afro Ilê Aiyê, responsável nos anos 70 do século XX por uma irrupção estético-comportamental que colocou Salvador no centro do debate sobre afro-identidade e questões raciais no Brasil. Fruto de profunda e particular reflexão intelectual-ideológica, o trabalho de Carlos Ailton atribui ao Ilê papel de vanguarda na reafricanização do carnaval da Bahia e na sistematização dos aspectos difusos da nossa africanidade e marco elevado da reação contracultural à matriz eurocêntrica dominante na cultura brasileira. Aqui, os rapazes e moças do Curuzu-Liberdade são encarados como protagonistas de uma nova cena, num novo quadro internacional e local, portadores de um discurso inovador que introduziu na agenda do país o tema racial de forma criativa, lúdica e consistente num momento onde a falta de liberdade, que caracterizava a ditadura militar, não constituiu impedimento para a ousadia performática e criativa do “mais belo dos belos”.

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UMA CRÍTICA CULTURAL DO PAGODE BAIANO 

Ari Lima

 

Ari Lima faz neste livro uma incursão primorosa no universo do chamado pagode baiano, retirando com mestria o gênero da zona de estigma. O autor historia e analisa essa prática social urbana articulando criativamente na sua crítica cultural  os conceitos de raça, gênero e classe social. A pesquisa etnográfica realizada e a consistência teórica desse ensaio resultam numa leitura acurada do pagode baiano entendido como expressão estético-comportamental de jovens negros e pobres no seu esforço de integração a uma sociedade marcada pelo racismo. “Putões”, “moleques”, “periguetes”, “viados” e outros atores aparecem da rede relacional do pagode baiano, cuja dinâmica e trajetória ganham aqui interpretação original e apropriada.

 

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OYÁ-BETHÂNIA  

Marlon Marcos

CAPAS SONS DA BAHIA 3 CORRIGIDO.cdr

 

Num ensaio inusitado, o antropólogo Marlon Marcos Vieira Passos, amparado pelos recursos teóricos de várias disciplinas humanas, interpreta com acuidade e sem afetação a relação mítica entre Maria Bethânia e seu orixá regente, Oyá. Escrito em linguagem acessível e ao mesmo tempo atraente, esse livro é um bom exemplo de como temas ligados à indústria cultural podem ser tratados sem boçalidade pela chamada Academia. E como na Bahia, razão e fé não se excluem quando o que está em pauta é o entendimento de questões culturais de grande significado local. Fãs e fiéis vão entender melhor a razão de suas devoções a Iansã Viva que no mundo do espetáculo levou o barracão do candomblé para o centro do palco. E o leitor encontrará aqui um ensaio inteligente sobre cultura baiana.

 

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FICHA TÉCNICA

Editor 

Gustavo Falcón

Curadora e Editora-assistente

Bárbara Falcón

Capa, Projeto Gráfico e Editoração

Lucas Kalil

Produção Gráfica

Carolina Dantas

Gestão e Produção

Pinaúna Editora

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A publicação dos volumes 1, 2 e 3 da série Sons da Bahia teve o apoio financeiro do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, através do Edital Demanda Espontânea 2011. A publicação dos volumes 4, 5, 6, 7 e 8 da série Sons da Bahia teve o apoio financeiro do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, através do Edital de Apoio a Editoras Baianas 2013. O site oficial do projeto e a distribuição dos livros foram contrapartidas oferecidas pelo realizador sem custos para o Estado.

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